Dia da terra palestina

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*Por Thayane C. do Nascimento

Nesta 5ª Ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres à luta se fortalece neste  dia 30 de março, Dia da Terra Palestina. Esta data de luta das mulheres pelo seus territórios faz parte do nosso calendário como uma ação de solidariedade internacionalista, por consciência de que a condição de precariedade à vida de muitos povos revela a condição de permanência de luta das mulheres desses povos. Reconhecemos e nos aproximamos das batalhas travadas pelo feminismo internacionalista, que ocorre além das divisas geográficas.

Sobre aproximações e urgências, o contexto em que estamos inseridas neste momento pela conjuntura de confinamento social, pela expansão da pandemia do COVID-19, evidencia as distinções dos povos oprimidos, agudizando as opressões, e os territórios cada vez mais armados e bélicos. Neste momento vivido, destaca-se a necessidade de ações nesta luta que visibiliza a discussão e a conscientização da retirada de direitos do acesso à saúde pela população empobrecida.

O Dia da Terra Palestina revela as condições específicas como vivem as mulheres palestinas, e os corpos de palestinas e israelenses que sofrem em meio às disputas políticas que estão sob a lógica de dominação pela guerra. Dentro da sua expansão na história, essa violência é identificada como ação da extrema direita nacionalista, que se consolida na ideologia do sionismo pelo Estado Islâmico (movimento político de disputa territorial pelo Estado Israelense).

Em contrapartida, são os corpos e a vida de mulheres que sofrem violência de diversas formas e, de forma concreta, enfrentam a militarização e a perseguição política, sofrendo violência física e emocional através do roubo de suas trajetórias de vida e da verdadeira paz de existir. Aliás, é da motivação pela paz de existir que as mulheres curdas também seguem resistindo, e não como opção, mas por necessidade.

Nós marchamos e resistimos pela liberação dos territórios, e pela autonomia de uso dos seus próprios bens comuns: naturais e econômicos. Nós marchamos e resistimos pela desapropriação dos corpos destas mulheres.

É de extrema importância marcar as contradições instaladas pelo capitalismo, ou melhor, a do sistema capitalista patriarcal e racista, o qual faz uso da “bandeira da morte” e conceitua como “Segurança e Paz”, como justifica de adentrar aos territórios.  Como justificativa promovem e incentivam a indústria armamentista que está instalada nos campos de batalha, e que não perdem nada à cada eliminação da vida humana. Chamamos à atenção para esse discurso insistente dos EUA pela sua expansão colonizadora, ainda presente como uma prática da morte, que pouco importa o peso real da violência provocada nas suas sanções imperialistas.

Nesta 5ª Ação Internacional da MMM, voltamos a demarcar que estamos todas em solidariedade às mulheres palestinas, curdas, saarauí, venezuelanas, bolivianas, quilombolas e indígenas. Em memória dos povos originários, e das mulheres dos povos originários, que resistem retomando novos fôlegos de luta contra o imperialismo neoliberal. O imperialismo é hipócrita nas suas chancelas coloniais, ou seja, que faz da sua expansão uma marca, e esse é o seu modo de prática na eliminação dos seus diferentes através das guerras, na promoção do medo e de um estado de controle.

Por isso nossa indignação reforça que devemos resistir, e que marchamos pelo direito dos povos terem a sua própria voz, e não mais representados em uma escala global de interesses monetários.

Nós resistimos às sanções imperialistas, e a invisibilidade, sobretudo sobre o que acontece nos territórios, e do seu isolamento diante da falta de consciência que se debruça no imperialismo colonialista, na organização mundial dos interesses no comércio, e ao fim dos “check points” que impedem a livre circulação do povo palestino.

Solidariedade, fortalecimento e resistência frente ao extermínio da diversidade étnica. Resistimos para viver! Marchamos para transformar!

*Thayane C. do Nascimento é cientista social e militante da Marcha Mundial das Mulheres no Rio Grande do Sul, na cidade de Erexim.

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