É amanhã! Mulheres tomam as ruas de todo o país para combater Bolsonaro! Haddad sim!

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*Por Flávia Bigai

Desde 2016, com o aprofundamento do golpe parlamentar que retirou  Dilma Rousseff da presidência da república, tivemos uma avalanche de retirada de direitos com a retomada das políticas neoliberais.Essas políticas significam menor investimento nas políticas públicas e são uma forma de estruturar o estado capitalista e são essas políticas que atendem a maior parte da nossa população, ou seja, a juventude, as mulheres, trabalhadoras.

As políticas neoliberais retomadas pelo governo Temer priorizam o indivíduo em detrimento de um projeto coletivo de desenvolvimento, onde a produção de riqueza é realizada pelos trabalhadores, mas quem ganha com a exploração desse trabalho são os ricos, os grandes fazendeiros e os bancos. Outra coisa que acontece com essa política neoliberal, são as privatizações, que entregam os bens públicos que geram riqueza para o país para grandes empresas transnacionais de outros países, principalmente dos EUA.Essa instabilidade social e econômica está ocorrendo em toda América Latina e enfraquecendo as relações do Brasil com países estratégicos como Rússia e China.

Estamos passando por uma crise sem precedentes do capitalismo, os governantes dizem que essa crise é proveniente de um Estado sobrecarregado com altos índices de gastos sociais. Tudo mentira! Os grandes empresários e a elite econômica estão com seus lucros abaixo dos índices almejados e culpam a população por isso! Querem retirar todos os nossos direitos conquistados com muita luta!

Estamos vivendo uma ameaça fascista! O Brasil já passou por uma ditadura e não podemos admitir o fascismo! Se Bolsonaro for eleito teremos todo o aprofundamento dessa retirada de direitos, a soberania nacional está completamente ameaçada, a atuação coletiva dos movimentos sociais e sindicatos dará lugar as lutas focadas nos direitos individuais, daí surge esse ódio generalizado entre a população, inclusive com a defesa do porte de armas. Nós mulheres seremos as mais afetadas por esse ódio e por essas políticas ultra-neoliberais de Bolsonaro, essa política é um aprofundamento das políticas neoliberais. Nesse momento o capitalismo se utiliza desse conservadorismo generalizado e do patriarcado para aplicar medidas econômicas impopulares que afetam diretamente as mulheres no seu cotidiano.

Importante relembrar que Bolsonaro afirmou que mulher tem que ganhar menos que homem porque engravida! Ou seja, ele pode através de sua política desregulamentar o nível do salário mínimo, além de afastar as mulheres do espaço público e do mercado de trabalho (somos quase metade da força de trabalho no país).Na medida em que a gravidez se torna um empecilho para a reprodução do trabalho da mulher, ele instaura o ódio pelas mulheres nessa sociedade, sua política vai causar um abismo entre pobres e ricos no país, especialmente as mulheres que predominam entre quem ganha até um salário mínimo.

A política econômica de Bolsonaro é ultra-neoliberal, ele também quer acabar com o 13º salário e as férias anuais regulamentadas por lei, vai aprofundar toda a falácia da reforma trabalhista prejudicando milhões de trabalhadoras, quer acabar também com a licença maternidade, além de aprofundar um processo sem fim de privatizações, entregando nossos bens públicos. Bolsonaro vai fazer reformas radicais nas aposentadorias, fortalecendo a previdência individual e privada, além disso quer proibir qualquer forma de manifestação política quando afirma que quer destruir os ativismos no Brasil.

Fernando Haddad tem um projeto oposto ao de Bolsonaro! Fortalecimento das políticas públicas na área da educação e acesso de quem mais precisa dessas políticas! Quando foi ministro da educação Haddad criou o PROUNI e permitiu o acesso de muitos estudantes de baixa renda ao ensino superior, ele também vai investir em estatais para gerar empregos, vai criar clínicas de especialização médicas, vai permitir o acesso a internet para os que mais precisam, imposto de renda justo, revogação da reforma trabalhista, alimentos saudáveis e redução do uso de agrotóxicos, controle do crime organizado, salário mínimo forte (essencial à autonomia econômica das mulheres), caso Haddad seja eleito teremos oportunidade de fazer oposição à sua política, caso Bolsonaro seja eleito essa possibilidade será nula.

Milhões de mulheres foram às ruas no Brasil e no exterior no dia 29/09/18 para denunciar o fascismo e autoritarismo de Bolsonaro! Amanhã, nós, mulheres do campo e da cidade tomaremos as ruas novamente por respeito e dignidade! Segundo o Datafolha 52% do eleitorado feminino rejeita Bolsonaro. As mulheres serão decisivas para os rumos dessa eleição e estão juntas para combater o fascismo! #EleNão!

 

*Flávia Bigai é militante da Marcha Mundial das Mulheres de São Paulo.

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