Justiça para Martina!

Tradução de Minervas Uruguay, El Abrojo, Colectivo Marti Vive Foz de Iguazú – Brasil e Coordinadora de feminismos Uy.
image-19Martina Piazza Conde nasceu no Uruguai. Tinha 27 anos de idade e vivia na cidade de Foz do Iguaçu, no Brasil, cursando seu terceiro ano no curso de antropologia na Universidade Federal da Integração Latino-americana (UNILA). Martina era muito ativa socialmente, sempre presente nos debates sobre a igualdade de direitos entre homens e mulheres e nas atividades culturais da cidade. Uma das características que a destacava era a sua preocupação em contribuir com a UNILA e retribuir de alguma forma o carinho com o qual vários grupos da cidade a receberam.
Em 2 de março de 2014, um domingo de carnaval, Martina se apresentava com o grupo de maracatu o qual era integrante, e pouco depois foi vista pela última vez acompanhada de um homem jovem, frequentador de alguns grupos que tinham em comum. A busca por Marina começou depois de 48 horas de seu desparecimento e mobilizou toda a cidade. Muitas pessonas, inclusive quem não conhecia Martina, se mobilizam nas redes sociais com a hashtag #alguémviuMartina?, divulgando imagens e informações sobre ela e sobre o único suspeito pelo seu desaparecimento. Quatro dias mais tarde, foi encontrado o corpo sem vida de Martina no apartamento de um casal de amigos que estava viajando. As imagens gravadas pelas câmeras de segurança mostraram que ela não tinha ideia de que a sua vida estava em risco. Uma hora e meia depois, o jovem que a acompanhava sai sozinho com muita presa, levando as chaves do apartamento. O assassino confesso de Martina se chama Jeferson Diego Gonçalves, tinha 31 anos de idade no momento do crime e foi detido em Foz do Iguaçu em 15 de março de 2014.
Martina foi brutalmente assassinada por estrangulamento, agregando uma vítima mais à grande lista de mulheres que histórica e incisivamente são assassinadas tanto no Brasil quanto na América Latina e no mundo. Um novo caso de feminicídio, um tipo de crime que não só não diminui se não que cresce e que exige ações concretas tanto dos governos como da sociedade civil.
No dia 3 de março deste ano cumpriram 3 anos do crime. Três anos que significaram um período de muita dor, medo e comoção tanto para familiares e amigos como para a comunidade da tripla fronteira em sua totalidade.
Na próxima quinta, 30, deste mês, às 12h15min, no Tribunal de Justiça – Fórum de Foz do Iguaçu, será realizado o juízo definitivo de Jeferson Diego por um Júri Popular. A população não terá acesso ao tribunal de justiça, mas de igual maneira vamos estar presentes para exigir pena máxima para Jeferson Diego.
Nem uma a menos!
Nos ajude a condenar com veemência os crimes conta as mulheres!
Martina presente! Agora e sempre!

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