Os desafios da construção do feminismo popular em Indaiatuba, SP

*Por Carolina Soares

O núcleo da Marcha Mundial das Mulheres de Indaiatuba surge no segundo semestre de 2014, com intuito de construir um movimento capaz de organizar as mulheres dispostas a construir a luta pela libertação e igualdade das mulheres.

Neste mesmo ano, fizemos intensa campanha  Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, participando das plenárias, campanha nas ruas, coletando votos e problematizando a falta de representatividade das mulheres na política brasileira.

Depois disso, não paramos mais:

Construímos o 25 de novembro (dia internacional de combate à violência sexista), com uma formação sobre o tema, elaboramos um panfleto e fomos às ruas dialogar com as mulheres do nosso município;

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Em 2015, começamos o ano com uma intensa construção para o 8 de março, com reuniões locais quinzenais e participação nas plenárias estaduais;

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Montamos a nossa de batucada, como instrumento de agitação e propaganda;

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Participamos da 4 Ação Internacional da MMM em Registro, acompanhamos a Marcha das Margaridas e os atos Fora Cunha e, após um período de reestruturação devido à mudança de companheiras para universidades fora da cidade, começamos a construção para o 8 de março deste ano.

Fortalecemos nosso tripé de formação, organização e luta e estreamos o ano de 2016 com uma oficina de stêncil e bate papo sobre as origens do 8 de março, onde desmistificamos os mitos sobre o Dia Internacional de Luta das Mulheres recuperando seu caráter popular e revolucionário.

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Fizemos panfletagem em um ponto movimentado da cidade no dia 5 de março, dialogando com as mulheres sobre questões importantes como a violência sexista, a PL 5069, precarização do trabalho feminino.

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No dia 26 de março, realizamos um piquenique feminista, que contou com adesão de várias mulheres. O foco foi a compreensão do que é ser mulher na sociedade patriarcal e como o feminismo se apresenta como ferramenta para emancipação feminina.

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Neste encontro, nos aproximamos da luta pelo parto humanizado na cidade, uma das muitas violências impostas às mulheres.

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E no último sábado de abril, o núcleo promoveu um debate sobre violência sexista, onde discutimos sobre como o patriarcado surgiu enquanto uma estrutura de dominação dos corpos e vidas das mulheres, naturalizando as relações sociais de gênero e a violência sexista.

Entendemos que a nossa função como feministas é de desnaturalizar essas relações de poder e principalmente desnaturalizar a violência, pois em VIOLÊNCIA CONTRA MULHER, NÓS DEVEMOS METER A COLHER SIM!

Conversamos também sobre o momento conjuntural pelo qual nosso país está passando, sobre a necessidade das mulheres lutarem contra o impeachment/golpe, pois sabemos que ele fere a democracia e representa um retrocesso enorme para todo povo brasileiro!

Portanto, diante do acirramento da luta de classes que vem se estabelecendo no país, junto ao avanço do conservadorismo e de uma agenda neoliberal que coloca em risco os direitos das mulheres, o núcleo da Marcha Mundial das Mulheres de Indaiatuba se desafia cada vez mais a construir e fortalecer o feminismo popular, pois entendemos a necessidade de mudar o mundo para mudar a vida das mulheres e mudar a vida das mulheres para mudar o mundo em um só movimento!

[participação da MMM de Indaiatuba no programa “Papo Livre”, do canal 26 UHF, TV Indaiá]

 

*Carolina Soares é militante da MMM de Indaiatuba/SP

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