Tenha lado em tempos de luta

*Por Juliana Terribili

IMG-20160418-WA0020É muito simples entender o que tá acontecendo: a direita, a elite brasileira e os grandes meios de comunicação junto orquestraram um golpe e impuseram uma derrota ao país ontem no Congresso Nacional.
Dizer que a Dilma é péssima governante, que ela está plantando o que colheu por ter feito aliança com o PMDB, ou fazer análise pseudo-intelectual que cruza a trajetória política da presidenta com crise econômica ou Lava-Jato não configura crime de responsabilidade, quiçá pedalada fiscal.
Dizer que com a aprovação do impeachment na Câmara, agora podemos tirar Cunha é de uma otarice sem tamanho (não tenho outra palavra para descrever um raciocínio como esse, quando TODOS os jornais já noticiaram o fim das investigações de corrupção, se Dilma cair! Não entendeu nada da história do Brasil e/ou como funciona nossa frágil democracia. Volte para o início da partida ou de reset no cérebro.
Tenha lado! O Brasil não está mais nos tempos de coalizão, está em tempos de luta. Um grupo político não aceita que a gente tenha os mesmos direitos (que eles entendem que são privilégios). Não aceitam que o Brasil seja dividido conosco. Não aceitam que a população brasileira tenha acesso a saúde de qualidade a não ser pagando (e muito caro), não aceitam pagar direitos trabalhistas pra quem fica 40 horas ralando pra produzir riqueza pra uma ou poucas pessoas. É disso que se trata. Impeachment sobre pedalada é tão ridícula que nenhum advogado que produziu a peça explicou porque é crime de responsabilidade. Só ficaram fazendo discursos políticos e agredindo verbalmente a presidenta
A política brasileira está adoecida por um sistema que só beneficia quem tem dinheiro e poder. Ela precisa de uma reforma! Não dá para o Congresso Nacional ser habitado por mais de 300 deputados/as que só entraram, porque um Tiririca da vida ganhou milhões de voto e aumentou a bancada de seu partido. Qual o compromisso que essa galera demonstrou ontem? Com a saúde pública, com a educação, com a segurança pública, cultura ou qualquer coisa que não seja SUA família e SEU Deus??
Eu tenho lado! Escolhi a democracia e um projeto de transformação social que inclua as pessoas, não nos divida e que respeita todas as formas de amar. E você?

“Da luta não me retiro. Me atiro do alto e que me atirem no peito.”

*Juliana Terribili é militante da Marcha Mundial das Mulheres e mora em Salvador.

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