Feministas e antimperalistas: organizar el feminismo popular!

Desde ontem, 06 de março, acontece o III Congresso Venezolano de Mujeres, em Caracas. A atividade tem como principal objetivo fortalecer a igualdade de gênero na Venezuela. Abaixo publicamos o relato da companheira Bernadete Monteiro, representante da MMM Brasil na atividade.

*Bernadete Monteiro –

20150306_140122Nestes dias tenho vivenciado muitas coisas aqui na Venezuela que com certeza não conseguirei traduzir em palavras. Meu coração tem batido mais acelerado, meus olhos se enchem de lágrimas a todo momento tamanha a emoção de ouvir, de sentir a força de um povo se revolucionando em todos as perspectivas! Participei no último dia 05 das homenagens pelos 2 anos da morte de Chávez. Penso que a palavra de ordem “Chávez não morreu, se multiplicou!” sintetiza as emoções desse dia, porque é isso mesmo, Chávez se faz presente em cada um desse povo. Um povo valente que mesmo diante de todas as investidas do imperialismo se mantém firme e vai para ofensiva.

Na última sexta-feira, dia 06, começou o Congresso Venezuelano das Mulheres com a participação de 3000 mulheres. Tenho me impressionado que por todos os espaços que passei o feminismo se faz presente como algo que é parte deste processo, ouvir da boca do presidente do país, de ministros e ministras de Estado a reinvindicação do feminismo como parte do processo revolucionário é muito forte, muito simbólico!

“As mulheres não são um setor, são mais da metade da sociedade. A luta das mulheres não é só das mulheres, mas de todo o povo e que vocês mulheres nos permitam fazer parte desta luta para construir um povo livre”.

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Ouvir de milhares de mulheres populares: “somos feministas e antimperalistas, construir e organizar el feminismo popular!”. Toda uma força, uma energia, que reaviva a chama e certeza que sim, nós podemos revolucionar esse mundo!

Tenho compartilhado esses momentos também com companheiras de mais 12 países da América Latina e Europa e trocado as experiências e compartilhado os desafios e perspectivas de nossas lutas. Algo comum a todas é a necessidade da unidade para derrotar o imperialismo e a certeza que uma Revolução ou é feminista ou não é Revolução!

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SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

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