Ex-Prefeito de Coari-AM é condenado por exploração sexual de menores

Por: Isabelle Azevedo*

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O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) condenou na última terça-feira (18), por unanimidade, o prefeito afastado de Coari, a 363 quilômetros a oeste de Manaus-AM, Adail Pinheiro (PRP), por exploração sexual de menores com pena em regime fechado de 11 anos, dez meses e 318 dias de prisão, além da perda do mandato político e a transferência para um presídio comum.

mani18O processo ainda cabe recurso, mas já é uma grande vitória para as entidades civis e movimentos de mulheres que acompanham o caso de Coari desde 2008, quando o prefeito vem sendo acusado também por crimes como pedofilia, estupros e corrupção. Para Francy Guedes, da Marcha Mundial das Mulheres, a luta continua para evitar que não haja impunidade e esquecimento em relação a estes crimes e ainda, para evitar a soltura do réu que destruiu a vida de várias mulheres e meninas no Amazonas.

As mulheres denunciam ainda o Tribunal de encalhar os processos de Adail, que responde a mais de 60 processos na justiça federal e estadual. “Não podemos deixar que, o machismo que mata, estupra e violenta as mulheres banalize e trate a violência contra a mulher e as meninas como algo corriqueiro e irrelevante e tente desqualificar as políticas de enfrentamento à violência, entre elas a Lei Maria da Penha”, afirma Francy.

mani11Além de Adail Pinheiro, também foram condenados o ex-secretário de administração de Coari, Adriano Teixeira Salan, e a ex-servidora da Prefeitura Maria Lândia Rodrigues dos Santos, acusada de ser agenciadora das adolescentes que eram levadas até o prefeito.

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CPI DA PEDOFILIA

O caso de Coari levou a uma série de denúncias sobre pedofilia no estado do Amazonas e a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito pela Assembleia Legislativa do estado para apurar a formação de uma rede de pedofilia no Amazonas.

Antes da condenação do ex-prefeito Adail Pinheiro, a CPI denunciou que pessoas que testemunharam contra o político estão sendo ameaçadas de morte, e receberam ofertas em dinheiro e outros benefícios para alterarem os depoimentos feitos aos deputados amazonenses e ao Ministério Público do Estado (MPE-AM).

As denúncias também foram levadas à Brasília, na CPI da exploração sexual de crianças e adolescente da Câmara Federal, que foi ao Amazonas ouvir as vitimas de pedofilia e pressionar para a prisão do Prefeito Adail Pinheiro. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) também acompanha o caso.

* Isabelle Azevedo militante da Marcha Mundial das Mulheres do Ceará e integra o Coletivo Nacional de Comunicadoras da Marcha.

Comments

  1. ELIZABETH ALVES says:

    E ISSO MESMO DEVEMOS POR A BOCA NO TROMBONE E DENUNCIAR MAIS ESSA ESCRAVIDÃO EM TODOS OS SENTIDOS PAZ E BEM!´ATÉ QUE TODAS SEJAM LIVRES

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