Mulheres em Marcha pelo Fim do Genocídio do povo negro!

*Por Gabriela Silva, Júlia Garcia e Anaíra Lobo

e a gente fazendo conta

Pro dia que vai chegar

Marinheiro, marinheiro quero ver você no mar

Eu também sou marinheira eu também sei governar

Madeira de dar em doido vai descer até quebrar

É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”

post mulheres negras

Mulheres do núcleo Negra Zeferinas / Marcha Mundial das Mulheres – Bahia

No dia 22 de agosto de 2014, aconteceu a II Marcha (Inter) Nacional Contra o Genocídio do Povo Negro, com o tema “A Luta Transnacional contra o racismo, a Diáspora Negra Contra o Genocídio”. Em Salvador, a Marcha Mundial das Mulheres também foi às ruas junto a mais de 700 pessoas, e reafirmou o seu compromisso com a construção do feminismo antirracista.

A luta pelo fim do genocídio do povo negro também é uma luta das mulheres, pois nós compreendemos que a sociedade capitalista e patriarcal tem como um dos seus principais instrumentos de dominação o racismo, explorando, oprimindo e matando os homens e as mulheres negras. E quando nós falamos de genocídio, afirmamos que não apenas estão nos exterminando, mas nos privando de todo direito de ser cidadã/ao, estão tirando o nosso direito de viver!

A nossa luta é pela vida, pela vida dos jovens que são exterminados todo final de semana pela força armada do Estado, as mulheres pretas e pobres que morrem nas filas dos hospitais por conta dos abortos clandestinos, as jovens que tem seus corpos mercantilizados e vendidos como objeto sexual, as mulheres que são estupradas e assassinadas a cada duas horas.

Nós, do movimento de mulheres, precisamos estar cada vez mais organizadas para enfrentarmos o racismo e o machismo e acabar com o sistema capitalista-patriarcal-racista. A nossa afirmação como feministas antirracistas precisam ser refletidas nas ações de enfrentamento a esse Estado, na luta pela liberdade do nosso povo.

As nossas ancestrais que lutaram pela liberdade do povo negro, como Zeferina, Luiza Mahin e Maria Felipa, mostraram que para mudar as nossas vidas precisamos ter como horizonte revolucionário a tomada do poder, o poder de comandar e decidir os rumos da nossa história. A construção de força social é fundamental para acumular nesse processo, por isso precisamos engrossar as nossas fileiras e realizar ações que apontem para a nossa estratégia. Estamos afirmando que para mudar a vida do povo preto precisamos mudar o sistema político, e construir uma Constituinte Negra Feminista e Popular!

Nas ruas, em luta por uma constituinte negra, feminista e popular

Nas ruas, em luta por uma constituinte negra, feminista e popular” Foto: Júlia Guedes

CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO, NENHUM PASSO ATRÁS!

*Gabriela Silva, Júlia Garcia e Anaíra Lobo são militantes do núcleo Negras Zeferinas, da Marcha Mundial das Mulheres na Bahia.

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