Nota de repúdio à militarização do conhecimento e ao pólo tecnológico aeroespacial no RS às custas do Apartheid do povo Palestino

A Marcha Mundial de Mulheres expressa repúdio ao acordo firmado entre as universidades gaúchas (UFRGS, PUC, UNISINOS, UFSM), o Governo do Estado e a Elbit/AEL para criação de um pólo tecnológico aeroespacial no Rio Grande do Sul com financiamento público. Tal acordo tornará o RS cúmplice de crimes de guerra, colocando o Brasil como responsável pela expansão de uma empresa que destrói a vida de pessoas cotidianamente. Em guerras e territórios militarizados as mulheres são as mais afetadas!

O conhecimento gerado pelas universidades, com muito mais ênfase nas públicas, deve servir ao bem comum e a construção de uma sociedade justa. É inadmissível que os recursos públicos investidos em educação sejam destinados ao desenvolvimento de tecnologias de guerra.

A ideologia imperialista, racista, militar e patriarcal de Israel impede a liberdade e destrói a vida de homens, crianças e mulheres palestinas. Por isso, com ainda mais força repudiamos essa parceria com as universidades que aprofunda a privatização, a mercantilização do conhecimento e a militarização da sociedade a serviço de empresas criminosas de guerra.

A Elbit/AEL, empresa responsável por crimes de guerra, símbolo da ocupação e do apartheid israelense, lucra com o muro que isola as comunidades palestinas fora do Brasil. Repudiamos também as relações militares de segurança e inteligência firmados com o Governo brasileiro, dentre eles a intensificação da importação de armas no período que antecede a Copa do Mundo de futebol, assim como o conceito de “cidade segura” que se sustenta na difusão do controle de territórios com experiência israelense em políticas de extermínio, repressão, ocupação e apartheid contra o povo palestino.

Exigimos o fim imediato das relações militares entre Brasil e Israel e que o governo adote o apelo de boicote à Elbit proclamado na assembléia geral da ONU. Apoiamos o chamado palestino ao Boicote, Desinvestimentos e Sanções (BDS) e denunciamos os acordos firmados entre Brasil e Israel que fomentam a indústria de guerra e cobramos as instituições brasileiras que respeitarem suas obrigações legais frente aos crimes israelenses. O 15M contra a Copa é também o de solidariedade ao povo palestino.

Seguiremos em marcha por mulheres livres e povos soberanos! Até que a Palestina seja livre!
A Palestina e as Palestinas sejam livres!

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SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

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