Quem constrói o plebiscito muda o país inteiro

unnamed*Por Camila Paula – Foi com entusiasmo que se reuniram, na semana passada, 30 de janeiro, representantes de 13 municípios do Rio Grande do Norte, em uma plenária estadual na cidade de Mossoró. O salão do Sindicato dos Comerciários ficou cheio. Mais de 30 movimentos sociais, sindicais e políticos partidários estavam representados para a construção do plano da campanha do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político.

Atualmente, o sistema político do nosso país é injusto e desigual tanto na representação quanto é ineficaz nas políticas que defendam e beneficiem o povo. “Queremos um sistema político mais democrático que discuta reforma agrária, sistema eleitoral como também questões da vida das mulheres, não podemos permitir que apenas o congresso tome as decisões do país”, disse Adriana Vieira da MMM Mossoró.

Na plenária, foi feito o repasse de como anda a movimentação pró-plebiscito nos locais, uma chuva de ideias sobre a comunicação, formação e finanças da campanha e se tirou uma agenda de atividades para popularizar as discussões sobre a reforma política.

No dia 8 de fevereiro vai acontecer o lançamento do plebiscito da região oeste do estado. Todos os movimentos presentes se comprometeram em pautar o plebiscito dentro de suas agendas. A ideia é que o comitê estadual deve partir de um núcleo organizado rumo ao descontrole, para que a campanha se espalhe por todos os recantos do estado, conquistando corações e mentes do povo potiguar em defesa de um novo sistema político.

O maior desafio é mais do que arrecadar votos. É de fazer da preparação do plebiscito uma ação pedagógica, trabalho de base, em que se possa pautar e debater temas fundamentais para a construção do país que queremos. E o país que queremos é de um povo soberano que inclui a igualdade social, racial e entre mulheres e homens: “Quem constrói o plebiscito muda o país inteiro”.

 Lugar de mulher é na política

 Lugar de mulher é na política e conquistando seus direitos. Em plenária estadual, também 30 de janeiro, as militantes da marcha do RN fizeram o planejamento para o 8 de março discutindo as pautas que serão evidenciadas na agenda feminista de 2014.

Além de discussões sobre a exploração do corpo e da vida das mulheres na questão da prostituição, em especial, no período da copa mundial, destacou-se o ano internacional da agricultura familiar e da luta que continua da agroecologia contra o agronegócio na Chapada do Apodi e a campanha pelo plebiscito popular pela constituinte popular.

 Com relação ao plebiscito, as militantes realizarão no período de 8 de fevereiro a 8 de março, uma jornada com formações e mobilização nos municípios e comunidades onde atuam núcleos da marcha, culminando em um ato público com pauta unificada no dia 8 de março. Maria do Socorro, da cidade de Tibau, reforça que: “é importante a gente ter as mulheres no poder e sabendo como lutar pelos nossos direitos porque só assim nós teremos um país melhor para todas e todos. Sem feminismo, a mudança nunca será completa. Por isso vamos nos unir ainda mais e fortalecer a luta junto com os outros movimentos sociais pela reforma política”.

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*Camila Paula é militante da Marcha Mundial das Mulheres em Mossoró/RN.

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