Mulheres da CUT se posicionam contra a regulamentação da prostituição

*Por Táli Pires

O Coletivo Nacional de Mulheres da CUT, reunido nos dias 2 e 3 de dezembro, decidiu se colocar contrário a qualquer tentativa de regulamentação da prostituição.

O debate sobre a prostituição na CUT teve início em 2005, quando foi organizado um seminário sobre o tema em Salvador. O espaço foi uma tentativa de acumular conhecimento e reflexões junto a feministas, associações de prostitutas e sindicalistas. Em 2008 o debate foi retomado com mais força na reunião do Coletivo Nacional de Mulheres já apontando que uma posição clara era necessária.

A decisão recente foi tomada após extensa discussão que contou com a colaboração das companheiras da MMM, Iolanda Ide e Cleone Santos, e também a partir da leitura de apoio dos textos que são divulgados no blog da MMM.

Não foi preciso abrir os jornais para entender a prostituição, o tráfico de mulheres, o estupro e aborto clandestino. Diversos relatos das companheiras presentes demonstraram a maneira como a violência está presente na vida das mulheres: a prima que foi a Espanha em busca de um trabalho melhor e nunca mais deu notícias, a vizinha que sofreu estupro pelo filho, a sobrinha que morreu após um aborto clandestino.

A posição do Coletivo Nacional de Mulheres da CUT se insere em sua luta histórica por outro modelo de sociedade em que o corpo e a vida das mulheres são respeitados e não são mercantilizados. Nesse sentido é que as posições são firmes na defesa pela discriminalização e legalização do aborto e pelo fim da violência contra as mulheres.

A CUT tem sido pioneira em pautar no conjunto do movimento sindical o tema das mulheres: em 1991 assumiu a luta pela descriminalização e legalização do aborto e é a primeira central que aprova a paridade de homens e mulheres na composição das direções das executivas nacional e estaduais.

A expectativa é que outras organizações e entidades sejam estimuladas a realizar seus debates e questionar o projeto de regulamentação da prostituição, para que com o conjunto de mulheres possamos derrotar o atual projeto no Congresso. O Coletivo Nacional de Mulheres da CUT é composto pelas Secretarias Estaduais de Mulheres, Secretárias de Ramos e integrantes da Executiva Nacional.

Para mais informações sobre a reunião e a posição da CUT, clique aqui.


*Táli Pires é assessora da secretaria de mulheres da CUT e militante da Marcha Mundial das Mulheres em São Paulo.

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