Estamos na rua é pra lutar: por um projeto feminista e popular

 Sobre a criminalização dos movimentos sociais e a manifestação do dia 25/10 – Semana Nacional de Luta contra o Aumento das Passagens de Ônibus

Por: Clareana Cunha*

Não é porque junho acabou que a criminalização dos movimentos sociais e das manifestações nas ruas teve fim. O estado continua opressor, prendendo gente a todo momento e utilizando armas não letais para atingir pessoas, armas não letais essas que cegaram um fotógrafo.

Junho mostrou que uma parte da sociedade não se acomoda, e também publicizou que parte da sociedade nunca se acomodou. Nós do movimento feminista sempre estivemos nas ruas, na luta contra o machismo e o patriarcado, e somos exemplo disso.

Fonte: Latuff.

Fonte: Latuff.

Contudo, as manifestações de junho serviram para evidenciar que a população estava insatisfeita com o modelo de política ao qual estamos vivendo. Serviram também para aproximar a juventude de alguma militância organizada, mas, como tudo tem um lado ruim, as manifestações trouxeram consigo uma onda conservadora, que a Marcha Mundial das Mulheres sentiu diretamente, tendo nossas bandeiras rasgadas e queimadas na Avenida Paulista, durante um dos protestos daquele mês.

No dia 25 de outubro, tivemos um caso que deve ser discutido e pensado: a agressão dos manifestante a um policial militar. É evidente que toda história tem dois lados (às vezes mais), e agressão é crime. Sendo assim, o que aconteceu ao Coronel da PM é inaceitável. A PM de São Paulo promete dar uma resposta enérgica ao ocorrido, mas nós não vemos como pode ficar ainda mais enérgica a atuação da Policia Militar do Estado de São Paulo em relação às manifestações e movimentos sociais. A PM prende, agride e destrói, como fez com os instrumentos da Fanfarra do Mal, oprime e viola o direto do livre pensar, protestar e falar.

Além disso, nós da Marcha temos como dever denunciar que a mesma polícia que citamos acima é a polícia machista que prendeu uma jovem militante acusada de desacato após responder a um policia que havia lhe chamado de “gostosa”. A polícia do Brasil é machista e viola os direitos das mulheres.

Daí se faz presente a necessidade da desmilitarização da polícia em nosso país. Defendemos essa postura em conjunto com outros movimentos sociais, sendo assim, acreditar que a luta pela esquerda deve ser feita em conjunto com os movimentos sociais é fundamental.

Tarifa Zero e Aborto Livre !


* Clareana Cunha é estudante de Sociologia e militante da Marcha Mundial das Mulheres de São Paulo.

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