Marco civil Já, Feminismo nas Ruas e nas Redes até que todas sejamos livres

Por: Clareana Cunha*

Nesta Semana pela Democratização da Comunicação, diversas entidades e movimentos estão buscando assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular por um novo Marco Regulatório das Comunicações. Faz-se necessário colocar nesse contexto uma outra luta relacionada a comunicação: a luta pelo Marco Civil da Internet e por uma internet mais democrática e não machista.

As tecnologias de informação e comunicação (TICs) representam uma alternativa aos meios de comunicação de massa tradicionais, e viabilizam uma forma de ativismo pela internet, chamada de ativismo digital ou ciberativismo. Ou seja: o uso da internet para divulgar causas, fazer reivindicações e organizar mobilizações.

A internet desenvolve-se, no contexto da comunicação, como um oxigênio para os meios tradicionais e, para nós feministas, vem sendo o canal por onde conseguimos propagar nossas pautas e mobilizar para nossas ações. Contudo, é fundamental ressaltar que da, mesma forma como o machismo está presente nos estereótipos da mídia tradicional, ele também atinge a internet.

Ao mesmo tempo em que a internet pode ser uma ferramenta libertadora, ela pode ser usada para fortalecer ideias machistas na sociedade. Exemplo disso é o recente “Caso Fran”, e até mesmo o caso do filtro de segurança do Facebook, através do qual vídeos e fotos de movimentos são censurados,  enquanto propagandas como a da Devassa ou qualquer outra coisa pejorativa para as mulheres se mantêm.

Contudo, a internet permite que combatamos isso, a partir do momento em que viramos geradoras de conteúdo. Por isso, é cada vez mais importante que tenhamos um circuito de comunicadoras feministas, blogueiras e ativistas que coloquem na mídia uma nova mídia. A Marcha Mundial das Mulheres vem tornando notório o uso das redes, através de ações, tuitaços e textos sobre o uso das TICS nas atividades feministas.

Por isso, dizemos não ao vigilantismo e ao poder e ao jogo sujo das empresas de comunicação na internet, e entendemos que a aprovacão do Marco Civil da Internet é fundamental, para que 3 princípios sejam respeitados: Neutralidade, Privacidade e Liberdade de expressão, que para nós significam:

“1) a privacidade e o anonimato na rede – contra o vigilantismo, as perseguições políticas e a criminalização dos movimentos sociais.

2) a neutralidade – porque a internet tem que ser um direito de tod@s. As operadoras não podem tarifar nossa conexão de maneira diferenciada, muito menos monitorar o que fazemos na rede.

3) a liberdade de expressão – porque somos a favor do compartilhamento de informações e de cultura na rede, e defendemos as licenças colaborativas, como o creative commons. Entendemos que as tentativas de aprovar leis pra retirada de conteúdos da internet sem ordem judicial estão a serviço das grandes corporações e da indústria dos copyright.

Em luta pela liberdade na rede!

Em marcha pela liberdade sobre nossos corpos e nossas vidas!

#marcocivilja #legalizaroaborto #internetlivre”      [via Clandestinas]

Campanha :
http://marcocivil.org.br/

#MarcoCivilJá
https://www.facebook.com/MarcoCivilJa?fref=ts
http://edemocracia.camara.gov.br/web/marco-civil-da-internet
http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/marcocivil

Referências:
http://somostodasclandestinas.wordpress.com/
https://marchamulheres.wordpress.com/

* Clareana Cunha é Militante da Marcha Mundial das Mulheres de São Paulo e usa software livre.

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SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

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