E o Marco Civil da Internet? A luta continua por uma internet Livre Democrática e Feminista !

*Por Clareana Cunha

Em novembro do ano passado, escrevi um texto falando da questão do Marco civil da  internet e a importância de uma internet livre democrática e feminista para nosso movimento, contudo, achei que agora estaria escrevendo sobre os resultados e os avanços desse tema…… só que não.

Desde o final do ano passado varias votações do marco civil vem sendo adiadas no congresso, por interesse das  teles  e alguns Deputados ligados a elas, que continuam mantendo posições não favoráveis adiando sempre a votação do Marco Civil da Internet, sendo que a lei que tipifica crimes na internet e valoriza a prestação de serviços das teles já foi votada.

Então vamos falar  escrever e reafirmar porque a internet é uma ferramenta importante para o feminismo, e como podemos ajudar  a construção de uma internet justa e igualitária longe dos vícios da mídia tradicional.

Porque a liberdade na internet  é uma luta feminista ?

A Internet se apresenta como  um espaço  democrático contribuindo com a criatividade humana ao longo de sua história. Uma de suas características pontuais é poder ter colocado pessoas em igualdade, podendo adquirir, compartilhar ou disseminar conhecimento. Para nós feministas, é o esboço que colabora visivelmente com a ideia de cooperatividade autogestão etc. Basta observar a força da presença feminina nos grupos de discussão nas mais diversas áreas de interesse da sociedade moderna

As regras da sociedade do espetáculo que se demarcam  estabelecendo as posições dos atores conforme o gênero, a raça, a origem social e a situação financeira , muito se enfraquecem quando nos deparamos com o mundo virtual. Os internautas estão dispostos, antes de tudo, a se comunicar.

E para  la luta do movimento feminista , no sentido de Igualdade, liberdade e autonomia a internet é uma ferramenta preciosa. Significa um novo patamar de comunicação verdadeiramente libertária, que escapa dos filtros sociais já impostos pela mídia tradicional.

A internet auxilia no combate ao machismo da mídia, explicitada em propagandas de televisão, sites e programas. Nada passa batido, pois vários blogs e páginas feministas produzem e propagam um “contra conteúdo”, ou um contraponto fundamental às ações machistas dos velhos conteúdos midiáticos. Toda essa movimentação só é possível a partir da internet como um espaço livre de ideias, contudo, esse espaço está ameaçado no Brasil.

Sendo assim precisamos reafirmar e criar  uma lógica política que, antes de estabelecer criminalização e punições, garanta direitos para as mulheres e pessoas .

Que Garanta a possibilidade de anonimato, para que informações possam circular sem a criminalização de quem divulga.

Que um provedor não vai tirar nossos sites do ar sem autorização judicial.

Garantir a privacidade de usuários para que mulheres possam ter uma vida online sem o risco de serem localizadas por um stalker.

Que os conteúdos não sofram com a falta de neutralidade na rede, ou seja, que os provedores não possam restringir a velocidade ou tráfego de determinados conteúdos, formatos ou plataformas.

A internet livre é uma luta feminista, por isso convoco novamente a militância feminista para que ajude a pressionar a votação do Marco Civil da internet, que por relatos, vai voltar à pauta semana que vem no congresso, porém se não houver pressão popular parece que nada sai.

Segue aqui site do movimento, e algumas outras referências que tratam do assunto:

Movimento #Marcociviljá

http://marcocivil.com.br/

Campanha Idec

http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/marcocivil

Textos

Os custos de uma internet livre

http://ensaiosdegenero.wordpress.com/2013/01/13/os-custos-de-uma-internet-livre/

Por uma internet livre (também do machismo!)

http://blogueirasfeministas.com/2011/10/internet-livre/

Clareana Cunha é estudante de Ciências Sociais ( FESPSP-Fundacão Escola de Sociologia e Politica de São Paulo) e Militante da Marcha Mundial das Mulheres -SP

Comments

  1. E também combater o heterossexismo e outros preconceitos, igualdade é de forma mais ampla. A mídia, sobretudo nas propagandas, tem um enorme caráter machista/heterossexista e precisa ser combatido!

Trackbacks

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