MMM realiza ação direta no Banco de Portugal: “Resgatem as pessoas, e não os bancos”

Hoje , 17 de Outubro, o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, é também um dia de ação europeia no âmbito da Campanha Feminista Anti Austeritária. O foco: os Bancos e o sector financeiro, grandes responsáveis por esta “crise” e, contudo, os primeiros a serem resgatados em detrimento da maioria das pessoas, sobretudo das mulheres, que todos os dias sofrem as consequências de politicas e de medidas de austeridade devastadoras, agravando nossos níveis de pobreza.

A Marcha Mundial das Mulheres de Portugal também está em luta feminista contra as políticas neoliberais europeias.

Veja a ação direta que elas fizeram hoje por lá.

Banco de Portugal recebe saco com notas dizendo: “Resgastem as pessoas”

Apesar da chuva, fizemos hoje uma ação em frente ao Banco de Portugal, representante do Banco Central Europeu em Portugal, para dizer bem alto: “A dívida dos Governos é com as mulheres, não com os bancos”. “Resgatem as pessoas e não a banca!”.

Marcha Mundial das Mulheres de Portugal envia a Banco saco com notas dizendo: “Resgastem as pessoas”.

Fomos por isso entregar um saco com notas equivalente a 3400 milhões de euros, montante despendido só nestes últimos dois anos com o BPN. Dinheiro que teria dado para construir, por exemplo, muitas creches e lares de idosas/os ou ainda fornecer muitos apoios domiciliários – o que contribuiria, aliás, substancialmente, para aliviar todo o trabalho doméstico e não remunerado assegurado pelas mulheres e que se repercute, segundo dados da OCDE, em mais 4 horas de trabalho diário. Esses 3400 milhões de euros poderiam também ter criado milhares de empregos com direitos e financiado subsídios de desemprego às milhares de desempregadas e de desempregados que não recebem qualquer apoio.

As notas que o BCE emite deveriam ser para financiar essas necessidades das mulheres e da população e para investir na nossa economia , na educação, na saúde, e em tantas outra áreas fundamentais, e não para “resgatar” os bancos e o sector financeiro – responsável por esta crise e por mais endividamento, mais pobreza, desemprego, precariedade, desigualdade salarial e a degradação abrupta das nossas condições de vida.

Hoje, também dissemos que não aceitamos que o dinheiro investido seja revertido para o setor da defesa ou da administração interna, como o proposto no Orçamento de Estado de 2013, nem que sejam feitos cortes e recortes nos, já debilitados, setores da saúde ou da educação.

Nós mulheres dizemos : Não pagaremos pela sua crise! Mulheres europeias em Marcha contra a Austeridade, até que sejamos livres!

Fonte: Mulheres Contra a Austeridade  – Marcha Mundial das Mulheres Portugal

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SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

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