As mulheres contra Berlusconi

Mais uma vez na história a participação das mulheres como sujeito coletivo é decisiva na luta por mudanças. Confira abaixo trechos da matéria publicada dia 13 deste mês no Portal de Notícias do IG.

Multidão também foi às ruas de Nápoles protestarProtestos contra Berlusconi acontecem em 350 cidades italianas
Em Roma, cerca de 500 mil pessoas – muitas delas mulheres – pedem a queda do primeiro-ministro envolvido em escândalos sexuais

Centenas de milhares de italianos – grande parte mulheres – foram neste domingo às ruas em cidades como Roma, Milão, Gênova, Turim e Palermo para defender a dignidade da mulher e expressar sua indignação pelos escândalos sexuais protagonizados pelo primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. Segundo informações da imprensa local, os protestos aconteceram em cerca de 350 cidades italianas, além de algumas em outros países, como Espanha, França, Estados Unidos e Japão.

No sábado, manifestações na Itália pediram a renúncia do primeiro-ministroCerca de 500 mil pessoas tomaram as ruas de Roma e estima-se que 1 milhão de manifestantes protestaram em todo país. Organizações feministas convocaram para este domingo a série de manifestações para protestar contra o que descrevem como a imagem “lesiva” atribuída ao público feminino pelo primeiro-ministro italiano.

A iniciativa, que pediu e contou com a participação de homens, surgiu de um movimento popular espontâneo que nasceu na web, o “Se não agora, quando?”, e pretende se desvincular de qualquer tipo de ideologia política.

Os protestos foram motivados diante da repercussão internacional do caso Ruby, escândalo sexual envolvendo Berlusconi e uma menor de 17 anos. O caso se refere à garota marroquina Karima El Mahroug, que teria praticado serviços sexuais durante festas de Berlusconi, e o próprio premiê teria remunerado a garota por isso.

Uma das maiores concentrações ocorreu na Piazza del Popolo, em Roma, com grande participação também de homens e crianças. As manifestações também queriam chamar a atenção sobre as dificuldades da mulher italiana e reivindicar seu direito de trabalhar, ter ajuda (creches, jornadas de trabalho menores) caso queira ter filhos e fim das discriminações.

Vários eram os cartazes com frases como “Não me chamem de prostituta, sou uma escrava” e uma imensa faixa rosa pedindo “um país que respeite todas as mulheres” foi colocada no alto de um prédio.

Em Milão, apesar da chuva, milhares de pessoas criticaram a “imagem indecente” que Berlusconi projeta para a Itália. “Estamos aqui para dizer que as mulheres na Itália não são como as prostitutas de Berlusconi. É uma imagem horrível, somos a piada do mundo”, afirmou Maria Rosa Veritta, uma dona de casa de 60 anos que vive em Arcore, perto de Milão, onde se encontra a residência de Berlusconi, palco de festinhas com dezenas de mulheres. Palermo foi o primeiro lugar a começar com as manifestações, com cerca de 10.000 manifestantes.

* Com informação da EFE e da AFP

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