Quatro liberdades necessárias às mulheres livres

Texto de Bianca Santana é militante da Cultura Livre. Pesquisa os usos  das tecnologias digitais na educação de jovens e adultos no mestrado em Educação na Universidade de São Paulo. É membro do coletivo Casa da Cultura Digital.

A leitura deste texto, em si, é prova do quanto acessamos conhecimento pela internet. E por mais que você leia livros, jornais ou revistas impressos, e enfrente filas no banco para resolver pepinos, não há como negar que a maioria dos fluxos de informação da atualidade acontece na rede mundial de computadores. Computadores, compostos por hardware e software, sabe? Hardware: a parte física, com componentes eletrônicos, placas e circuitos. Software: a parte lógica, que define como os dados são processados. Mas normalmente nós, mulheres, não falamos disso… É tecnico demais… E por que se preocupar com questões meramente técnicas quando temos todo um mundo a transformar?
Preciso contar um segredo (e cuidado pra micro$oft não me ouvir, ou um lobbista do monopólio vai correr aqui oferecendo computadores de última geração com ruindous de graça pra Sof!): nenhuma questão é meramente técnica. Nem as tecnologias digitais! Nos convencer de que não temos nada com isso é parte da estratégia de nos fidelizar como consumidoras ideais, que compram, defendem, são dependentes e ainda resistem a qualquer alternativa.
Você já deve ter ouvido falar em software livre. E antes de prosseguir, peço licença pra me apresentar. Sou educadora, jornalista, mãe, feminista. Não sou nerd, nem ultra-tecnológica, nem tenho habilidade pra ler códigos de programação ou consertar computadores. Só uso software livre desde que compreendi a essência da coisa. Até preciso tomar vergonha e abrir a tela preta, aprender alguns comandos. Mas mesmo sem-vergonha, no meu computador roda Ubuntu (uma distribuição do sistema operacional Linux), Open Office, Gimp, Cinelerra.
Diria que a essência do software livre está nas quatro liberdades que ele permite:

  • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (mesmo que você não tenha essa intenção)
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar os outros (como uma coisa muito, muito boa. Nada de te chamarem de criminosa por isso)
  • A liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que a comunidade se beneficie

Agora o apelo: mulheres feministas, anti-capitalistas, em marcha até que todas sejamos livres, que tal migrarmos para o software livre? Vocês vão gostar tanto que em pouco tempo teremos mais essa bandeira!

Comments

  1. Podem acreditar na Bianca, depois que a gente aprende liberdades não quer mais nem saber de voltar atrás.
    Esta é uma servidora feitas por mulheres com tecnologia livre:
    http://www.birosca.org/

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SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

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